ESTAR AQUI


ESTAR AQUI
Por Jean Tinder
Editora do Shaumbra Magazine,
Professora do Círculo Carmesim

Você já se perguntou se toda essa coisa de "iluminação incorporada” é real?
  
Você veio para esta vida ansioso para fazer a diferença e depois trabalhou muito duro para aprender, lembrar e fazê-lo direito. Você aprendeu a amar a si mesmo depois de vidas de frustração e mais ou menos percebeu que você é o criador.

Mas agora, depois de todo esse trabalho, parece que o melhor conselho que temos é "Permitir”. 

Lembre-se do "Eu Existo” - “Viva no E” - “Estar aqui”. 

Isto pode parecer um pouco decepcionante, como se eles não pudessem pensar em mais nada para nos ensinar, então agora nós estamos apenas passando o tempo, esperando..., o quê? Queremos uma cerimônia de formatura, um Certificado de Mestria, uma grande explosão de êxtase, poderes mágicos – qualquer coisa! Puxa, mesmo uma demonstração real de Adamus seria bom.

Permitir? Eu prefiro ter alguma coisa importante e final para fazer!

Eu Existo? Claro, mas me dê uma tarefa que eu possa ultrapassar esta droga de limiar! (Aqui é quando os participantes do Threshold (limiar) riem.) Queremos acelerar para o próximo desafio, a próxima coisa a dominar.

Oh, espere, Adamus disse: "Pare de se apressar tanto." O quê? O dicionário define mestria como "habilidade ou conhecimento especializado." Isso não é algo que você alcança através da prática e trabalho duro? Mas, em seguida, iluminação trata-se de relaxar e permitir, que soa exatamente o oposto. Agora minha mente está andando em círculos, com todas as perguntas. E, oh minha cara, como posso permitir a parte de mim que não consigo permitir?

Ufa, respiração profunda.

No outro dia me lembrei da parábola do Tobias "sobre Orian e sua canoa". Depois de sair em uma viagem longa e incrível, remando a sua canoa até o córrego em uma grande aventura, Orian, finalmente ficou cansado e fatigado. Ele tinha visto tudo, feito tudo e sabia que não havia nenhuma razão para continuar. Era o suficiente.

Ele deixou os remos na margem do rio, colocou sua canoa no rio uma última vez e deixou-a ir. Ele permitiu-se flutuar de volta pela corrente, passando por todas as terras e as experiências que ele tinha visitado em sua aventura, o tempo todo em movimento, inevitavelmente, em direção a cachoeira enorme no final do rio.

O que aconteceria quando ele chegasse lá? Ele sabia que seria o fim, mas ele não se importava mais. (É claro que também havia algo dentro dele que sabia que não seria o fim, pois não há, na verdade, tal coisa.)

Ao deixar seus remos para trás, Orian se permitiu perceber sua evolução natural. E, quando ele passou por cima da cachoeira, ele finalmente se lembrou que tudo tinha sido uma ilusão, um sonho incrível criado por seu próprio Ser. Todas as experiências de sua jornada trouxeram sabedoria para a sua alma, mas foi só ao parar o esforço, deixar ir e permitir, que ele pode perceber isso.

Quando minha mente exige prova, o que está realmente querendo é a garantia de algo ou alguém ainda longe ao longo do rio. Quando eu “tento" permitir, é apenas o velho hábito de pensar eu só vou chegar lá remando com mais força. Meus músculos de remar ficaram muito fortes nesta jornada e a tendência de começar a remar novamente está sempre lá.

Mesmo agora que eu deixei os remos na margem e (principalmente) liberei, eu ainda quero colocar as minhas mãos no rio e ajudar as coisas acontecerem. Mas, não importa o quanto eu reme por aí, isto só me move em círculos.

Eu estou indo a favor da corrente agora e nada que eu faça pode me parar, nem eu quero que pare. É hora de permitir e estou lentamente ficando melhor para lembrar-me de apenas relaxar na minha canoa e desfrutar do passeio. Até mesmo as velhas questões que parecem surgir de novo são pouco mais do que ecos de velhas experiências enquanto eu passo pela antiga paisagem.

E Adamus? ♥

Ele é como nosso guia invisível, lembrando-nos sempre que tudo está bem. Ele não está remando ao nosso lado no rio, pois ele já tinha passado pela cachoeira. Manifestar uma canoa para se mostrar pode ser divertido, mas isto apenas no levaria a se mover em círculos novamente. Em vez disso, ele oferece um breve comentário sobre o que está realmente acontecendo:

Nós não vamos nos perder, não podemos estragar tudo, o rio não secará e não há nada a temer com aquele rugido surdo e distante. É o retorno que escolhemos há muito tempo. Como um tiro de flecha para o céu que sempre retorna à terra, nós estamos, inevitavelmente, retornando ao Ser. A cachoeira, aquela que se parece com certeza uma aniquilação, é este retorno.

E se o humano estiver preocupado ou não, o Eu já sabe voar.

Quanto mais nos aproximamos deste precipício, mais podemos senti-lo e eu acho que é onde o Sentido Mestre entra. É a lembrança do despertar do que está além do rio.

Como escrevi no mês passado, é a percepção ilimitada, que sempre esteve lá, mas nós a sintonizamos para que pudéssemos nos concentrar na ilusão. Afinal, é meio difícil de jogar um jogo de tabuleiro corretamente quando você está ocupado com o resto de sua vida. Então você o coloca sobre a mesa, elimina a maioria das distrações e mergulha no jogo.

Abrindo-se para o Sentido Mestre é como trazer o seu foco de volta para fora do jogo um pouco, olhando em volta e começando a perceber tudo o que está acontecendo. É aí que o "e" vem, o que, para mim, é apenas outra maneira de explicar o Sentido Mestre.

Tive recentemente o privilégio de trabalhar em A Vida do Mestre, Parte 2: Eu Estou Aqui, uma experiência multi-sensorial incrível do domínio do E. Adamus dá exemplos perfeitos do que significa, ajuda você realmente sentir e vivenciar como é e o convida para trazê-lo para sua experiência de vida. Então, no outro dia eu decidi brincar com isto um pouquinho.

Tinha sido um dia longo e meu corpo doía. A longa imersão na água quente na banheira era exatamente o que eu precisava. Respirando e deixando minha consciência vagar, lembrei-me do E do "Eu Estou Aqui". Ah, hora de explorar. Com que outros "aqui" devo brincar?

A resposta veio imediatamente - um banho de água gelada! Seria completamente diferente e ainda assim semelhante à minha experiência atual. Fechei os olhos, respirei, me permiti estar "aqui" em água gelada - e pronto, comecei a tremer! Claro que esta grande surpresa instantaneamente me recolocou na realidade da água quente, mas foi incrível vivenciar, mesmo que por um segundo, como realmente é fácil.

Isto é escolher o nosso "ato de consciência", a realidade que queremos vivenciar. Todas essas coisas que estamos aprendendo (lembrando, na verdade) são simplesmente lembretes que nós somos os criadores. Eu criei um banho quente para mim e poderia facilmente ter criado um frio.

O mesmo aplica-se a todos os aspectos da minha vida - abundância e a falta, amor e medo, confiança e dúvida - e toda a miríade de variações de experiências na Terra e além.

Nós ficamos tão acostumados a uma estreita faixa de percepção que pensamos que sentir algo que "não está aí" não poderia ser verdadeiro. Mas há muito tempo esta realidade não estava aqui também, até que decidimos: "Eu Estou Aqui, nesta realidade. Este é o jogo que eu quero jogar por um tempo" e assim foi.

A abertura do Sentido Mestre, vivendo no E, escolhendo o "aqui" para habitar – trata-se da criação e permissão. E você sabe como funciona? Ao escolher a sua percepção. Eu escolhi sentir um banho de gelo e, por um breve momento, tornou-se real.

Eu não o senti porque ele estava lá; ele estava lá porque eu senti.

Todo esse tempo, na ilusão de remar rio acima, nós acreditamos que qualquer que seja, que o destino aguarda na próxima curva, era o que tínhamos de vivenciar. Poderíamos fugir dele, agarrá-lo, repeti-lo, ignorá-lo, mas ainda estava acontecendo para nós.

Quando finalmente mergulhamos sobre aquela cachoeira, para o abismo, vamos perceber que a coisa toda tinha sido imaginada e sentida para a existência, por ninguém menos do que o nosso próprio Ser. A dúvida, alegria, medo, excitação, doença, saúde, abundância, falta e tudo o resto são coisas que sentimos para se tornarem realidade, tudo para uma incrível experiência.

Aqui está algo que se tornou muito claro para mim enquanto fazia a Aula da Nuvem "Estou aqui":

A consciência não é um sentimento; é o que sente, e através deste vem a criação e a experiência. A consciência sentiu inúmeras realidades a existir, todos como formas de vivenciar a si mesma. Cada ato é uma limitação, uma definição com a qual brincar, mas a consciência é o criador ilimitado. Que coisa gloriosa para recordar!

Algumas advertências sobre tudo isso. Eu sugiro que você não tente usá-lo para "corrigir" algo em sua realidade atual, porque isto vai contra toda a finalidade. Existem zilhões de opções para sentir. Basta brincar com elas, se divertir e deixar as limitações desaparecerem, pelo menos por um momento aqui e ali.

Além disso, isto pode ser extremamente desorientador e os efeitos nem sempre desaparecem rapidamente. Então, quando você não consegue dizer onde começar e parar, ou você sente que derreter em uma poça de gosma seria mais confortável, apenas se divirta com isso também. E continue respirando.

É tudo um jogo e você não pode perder.
E, mesmo que nada disso for real, quando você sente que passou a existir, torna-se real.

Agora, o que você quer jogar?

Por favor, respeite os créditos ao compartilhar
DE CORAÇÃO A CORAÇÃO - http://www.decoracaoacoracao.blog.br
DE CORAÇÃO A CORAÇÃO - https://lecocq.wordpress.com
Tradução: Léa Amaral – lea_mga2007@yahoo.com.br
http://www.novasenergias.net/circulocarmesim/shaunews.htm
http://www.novasenergias.net/circulocarmesim 

Extraído de: http://stelalecocq.blogspot.com

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